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2 de out. de 2010

Remís, professora de História, fala-nos sobre a obra Tristão e Isolda e propõe trabalho aos alunos das sextas séries


O clássico TRISTÃO  e  ISOLDA é motivo de encontro entre as disciplinas de História e Língua Portuguesa

TRISTÃO E ISOLDA

Embora muitos acreditem que a Idade Média tenha sido um período de “trevas”, o século XII existiu para desfazer esta imagem equivocada. Neste período, todos os segmentos sofreram um grande avanço, sendo que a maior beneficiada com este progresso foi a cultura, e a literatura está incluída neste rol, representada pelo amor cortês , que é o elemento mais encontrado nas  obras escritas desta época.  
O  romance de Tristão e Isolda , baseando-se nos fragmentos originais encontrados de Bérould  e Thomas, procurou  manter-se o mais fiel possível a estes originais. Partindo da leitura desta reconstituição, percebemos a forte influência que tal literatura repercutiu na sociedade da época. Transformando seus costumes, principalmente no que diz respeito ao tratamento das mulheres, por parte dos cavaleiros, e dos homens em geral.
A Idade Média, Idade Medieval, Era Medieval ou Medievo foi o período intermédio numa divisão esquemática da História da Europa, convencionada pelos historiadores, em quatro "eras", a saber: a Idade Antiga, a Idade Média, a Idade Moderna e a Idade Contemporânea.
O período da Idade Média foi tradicionalmente delimitado com ênfase em eventos políticos: iniciado com a desintegração do Império Romano do Ocidente, no século V (em 476 d. C.), e terminado com o fim do Império Romano do Oriente, com a Queda de Constantinopla, no século XV (em 1453 d.C.).
A Era Medieval pode também ser subdividida em períodos menores. Em uma classificação mais popular, é separada em dois períodos:
1. Alta Idade Média, que decorre do século V ao X;
2. Baixa Idade Média, que se estende do século XI ao XV.
O romance de Tristão e Isolda – versão escrita por Béroul, na França, no século XII – teve a sua origem na lenda celta do século IX, dos jovens que, de tanto amor, morreram de tanto amar. Novecentos anos depois de ser escrito, este texto ainda encanta críticos literários, historiadores e antropólogos.
Um ponto de relevância no estudo de Tristão e Isolda é a presença de elementos da cultura celta que aparecem em todo o texto, principalmente no que se refere a personagem Isolda, dos cabelos dourados, princesa celta que é dada em casamento ao Rei Marcos da Cornualha e que vive uma intensa paixão com Tristão, sobrinho do rei e melhor cavaleiro do reino.
Inicialmente, a história dos dois jovens era cantada e acompanhada pelo alaúde, gaita de foles, cítola, cornamusa e tamboril. A “balada” de Tristão e Isolda era apresentada por músicos e cantores nas festas das cortes e era também cantada nas feiras e praças dos mercados e, assim todo o povo – dos reis aos mendigos - , ouviam as suas aventuras e desventuras.
Esses cantores além da sua função de entreter os nobres e o povo em geral, eram os responsáveis por difundir a produção artística das oficinas de Leonor d'Aquitânia e de tantos outros reis que patrocinavam as artes como forma de promoverem o seu nome e seu governo.
Os aspectos culturais presentes nas baladas e canções produzidas nessas Oficinas difundiam e, ao mesmo tempo, mantinham vivos muitos elementos de culturas que já estavam totalmente cristianizadas, mas que permaneciam vivos e difundidos na literatura medieval.
Todos esses elementos culturais foram preservados na literatura e são fundamentais para a compreensão do funcionamento de muitas sociedades. No caso específico, da sociedade medieval, onde é ambientada a narrativa de Tristão e Isolda.
Isolda, dos cabelos dourados, é uma princesa que vive nas terras da Irlanda, mais precisamente em Weisefort, leste do país. Ela é filha de reis. Como sua mãe, rainha da Irlanda,  é curandeira, conhecedora das artes da cura, da manipulação de remédios eficazes para todos os males.

1SANTOS, Graziela Skonieczny.Tristão e Isolda - O Amor Cortês. http://www.galeon.com/chronos   
2 COTRIM, Gilberto. História e Consciência do Mundo. vol I. Saraiva. 1994. 
3 Leonor d'Aquitânia, rainha de França foi a patrocinadora de uma das mais fecundas e criativas oficinas literárias da Idade Média Central na França (séculos XI a XIII), onde a lenda dos jovens que tanto amor, morreram de tanto amar, foi escrita com graça e beleza e ganhou fama em todas as cortes da Europa. 4CAMPOS, Luciana de. Uma leitura de Tristão e Isolda à luz da crítica feminina. UNESP. publicado na revista Brathair n. 2, 2001. www.brathair.cjb.net 

1. Apresente um mapa político da Europa ( desenhado ou xerocado) e destaque os seguintes territórios: a) Irlanda, b) Cornualha e  c) Tintagel.

2. Preencha o quadro com o que se pede:
Personagens

Momentos fundamentais

Espaço
Tempo

Elementos mágico-simbólicos

O segredo de amor destina-se a salvar a intimidade dos amantes de intromissões estranhas, assegurar a sobrevivência do sentimento e  protegê-los, inclusive usando, se necessário, da arma da mentira ( mentir e mentira, negar, não dizer a verdade). Esta forma de amor, honra e traição dentro da nobreza possui versões em diversas línguas. No início, a história de Tristão e Isolda não tinha relação alguma com a do Rei Artur. Porém, a partir do século XIII, este conto passa a se confundir com a literatura arturiana.
3. Quem foi Rei Artur? Onde ficava seu reino? Identifique no texto algum momento onde pode ser  encontrado o que o texto acima faz referência.

4. Caracterize os personagens e relacione suas qualidades:
Tristão

Isolda


 5. “Naquele dia, completavam-se os três anos que deveria durar o efeito do filtro que os dois haviam tomado. Era novamente verão e noite de São João. [...] A partir de agora só nós que devemos decidir sobre os rumos de nossas vidas.” (Telma Andrade, p.47) Qual foi a decisão tomada pelo casal?

6. Tristão e Isolda viviam em constantes "provações e emboscadas" e era através delas que o Rei Marcos passou a desconfiar da lealdade dois. O que era o ordálio? Em que momento esta prova aparece no texto?

7. A religião tem lugar de destaque, demonstrando a crença e o misticismo da época. Algumas vezes o cristianismo é mencionado. No texto encontramos três personagens de nome Isolda. São três mulheres de caráter bastante diferentes, mas com o mesmo objetivo: o "amor verdadeiro". Caracterize-as e relacione-as com os aspectos religiosos e místicos.

8. Na sociedade medieval a fidelidade era muito valorizada: os vassalos tinham dedicação absoluta ao seu senhor. Na sua percepção da leitura, Tristão conseguiu ser fiel ao seu Rei?





25 de set. de 2010

Verbo: possibilidade para construção de jogos

              Verbo como possibilidade de construção de novos conhecimentos

Durante todo o trimestre, em Língua Portuguesa, os alunos estudaram a teoria do uso dos VERBOS. No final do semestre, foram desafiados a criar jogos, a fim de sistematizar o conhecimento.


Jogos

Jogos

Jogos
Alunos jogando

Alunos jogando

Alunos jogando

17 de set. de 2010

Reinações:Confraria da Leitura

 Convite - Reinações: Confraria da Leitura



PRÓXIMO ENCONTRO
O olho de vidro do meu avô 
de Bartolomeu Campos de Queirós 

Em Porto Alegre 
Coordenação de Marisa Steffen
21/09, às 19h 
Letras & Cia 
Av. Osvaldo Aranha, 444 

Em Caxias do Sul 
Coordenação de MaquiamSilveira 
21/09, às 19h30min 
Arco da Velha Livraria e Café 
Av. Os 18 do Forte, 1690 

No Rio de Janeiro 
Coordenação de GeorginaMartins 
21/09, às 19h
Biblioteca Popular Municipal Machado de Assis 
Rua Farani 53, Botafogo

11 de set. de 2010

Tristão e Isolda: história de um amor impossível

As disciplinas de Língua Portuguesa e História são possibilidades para desvendar o texto Tristão e Isolda


Histórias de Tristão e do Rei Marcos já eram conhecidas desde o século VII. No entanto, somente no século XII é que surge o romance (na forma de várias versões escritas), baseadas num hipotético texto original do qual jamais encontramos qualquer rastro.
A obra Tristão e Isolda é originária de uma tradição oral popular. Várias são as versões desse texto. As mais conhecidas são de Roman de Tristan, do normando Bérol, que data de 1170 et  Tristan de Thomas D' Angleterre,  datada de 1175.
A adaptação escolhida para a leitura do Tristão e Isolda é da Telma Guimarães Castro Andrade. A leitura do texto será possibilidade de encontro entre as disciplinas de História e Língua portuguesa. As disciplinas realizarão atividades conjuntas, a fim de que o texto seja motivo de estudo e reflexão.

Alunos assistindo ao filme Tristão e Isolda
Alunos debatem o texto Tristão e Isolda

Trailer do Filme Tristão e Isolda 

2 de set. de 2010

Precisamos Falar sobre Kevin, de Lionel Shriver é a minha dica de leitura

"A expressão de Kevin era tranquila. Ainda exibia uns restos de determinação, mas esta já deslizava para a empáfia arrogante e serena de um trabalho bem feito. Os olhos dele estavam estranhamente desanuviados – imperturbados, quase pachorrentos – e, reconheci a transparência daquela manhã (…) Aquele era o filho estranho, o menino que largara o disfarce vulgar e evasivo do quer dizer e do eu acho e o trocara pelo porte de chumbo e pela lucidez do homem que tem uma missão” página 443.

Antes de completar 16 anos, o adolescente Kevin Khatchadourian comete uma chacina no ginásio de seu colégio, nos subúrbios de Nova York. Kevin usando uma balestra, dispara flechas contra sete colegas seus, uma professora e um funcionário da cantina, matando e ferindo sem um explicação plausível. Eva, a mãe de Kevin,  na tentativa de entender-se e de buscar respostas para o que aconteceu, escreve cartas para seu marido ausente, onde relata sua incapacidade como mãe de aceitar um filho que rejeitou antes mesmo de seu nascimento.


Impossível calar depois da leitura de “Precisamos falar sobre Kevin”. Primeiro, o silêncio, a sensação de cansaço, de dor, de perda. Depois, a sensação de raiva, de incompreensão. E, por último, a certeza de que é possível recomeçar!!!  Com uma riqueza de detalhes e uma excelente argumentação, Lionel Shriver, através de Eva, nos leva a percorrer uma estrada, cujos caminhos também são possibilidades para a descobertas de outros territórios, de outras moradas. Com uma linguagem-lâmina que corta, cinge e fere, Eva nos tira do chão/porão e nos remete a outras moradas antes não percorridas. Durante a leitura tudo é trajeto, estrada sem fim. Quanto mais percorremos Eva, mais nos afastamos dela, quanto mais encontramos Kevin, mais fugimos dele, de nós, tantos nós… Precisamos falar de Kevin dói, destrói e em certos momentos corrói, feito pedra que não aceita a flor-dor! Entretanto, a leitura faz-se útero para receber a palavra que não quer calar, que só quer dizer. E assim que encontra o leitor, a palavra sufoca-o, desloca-o. Então, tudo é silêncio! A respiração torna-se agitada, o coração delimita seu ritmo/íntimo. Chegar ao fim, estrada sem fim, é escolha, partida, recomeço! Encontrar respostas para tanto, tudo; é mundo… Que façamos a escolha mais possível!!!